NOTA CEII SP #1 [06/07/2017]

Caros ceiianos, esta nota vai mais no sentido de uma confirmação das últimas posições que o CEII tem tirado.  Afinal, como compreender as ações do círculo sem se voltar para a forma atual em que a luta de classes se manifesta? Nesse sentido, as recomendações dos companheiros são valiosas e precisamos iniciar ou reiniciar o estudo. Como sabemos, a luta de classes foi a forma de movimento imanente ao capitalismo, a forma na qual se desenvolveu a respectiva base aceita por todos: o valor. O valor fez com que os operários entrassem cada vez mais no capitalismo e no trabalho assalariado, em vez de os fazer sair dessas realidades; o valor transformou todos os sujeitos em “cidadão livres”, em participantes na concorrência universal, como forma geral e comum da vida social. No fundo a quase totalidade das organizações políticas operárias nunca prosseguiu seus objetivos que não fosse imanente ao modo de produção capitalista. Mas devido à resistência que a burguesia opôs a democratização, o movimento operário se viu forçado a abraçar a teoria radical de Marx. Fê-lo transformando-a, para finalmente a abandonar depois de ter atingido seus objetivos. Os interesses dos seus filiados já tinham a forma valor; tratava-se de garantir a cada um uma quantidade um pouco maior de dinheiro. O nível global da sociedade no seu todo, o interesse universal, não existia para o movimento operário senão na forma abstrata do Estado ou do partido. Ao mesmo tempo, que elevava o conflito entre duas categorias do valor, o capital e o trabalho assalariado, ao nível de um antagonismo que ultrapassava o sistema capitalista, o movimento operário transformava numa oposição absoluta o contraste entre os dois polos inseparáveis da sociedade do valor: a mercadoria enquanto particularidade abstrata, e o Estado enquanto universalidade abstrata. […] os interesses do proletariado, a longo prazo, não se revelaram de modo algum incompatíveis com o desenvolvimento do capitalismo. Existe, sobretudo hoje, uma identidade objetiva entre os interesses dos capitalistas e os dos trabalhadores da mesma fábrica, da mesma cidade, do mesmo país. Por outro lado, o conflito entre trabalho e capital é somente um dos numerosos conflitos que atravessam uma sociedade inteiramente fundada sobre a concorrência.

Saludos com estas anotações de cabeça

Abração!

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