NOTA #1 (27/05/17) PR

“Uma vez que a greve é usada para fins de poder, ela se torna política. Em poucas palavras, a classe operária ‘não tem o direito’ de usar seu poder fora dos limites da legalidade burguesa, que é, evidentemente, a expressão do poder de classe da burguesia. Como podemos ver, não se trata mais, de modo algum, de um conflito de direito. Trata-se de luta de classes: de uma lado, o direito, inclusive o direito de greve; de outro, o ‘fato’ das massas, isto é, a greve; de um lado, o poder legal; de outro, um poder bruto, elementar, inorganizado. Pois há realmente dois mundos: o mundo do direito, da harmonia, do equilíbrio, e o mundo do ‘fato’, da anarquia, da violência. Tudo o que não é jurídico é perigoso, porque pertence ao domínio do ‘inominável’, do obscuro, do não dito, ou seja, do não classificado. No inominável, além das fronteiras, portanto além dos oficiais da alfândega”. (Bernard Edelman. A legalização da classe operária, p. 56, 57).

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