NOTA #2 (29/04/17) PR

A palavra vândalo significa aquele que destrói o bem público, a coisa pública, bens que integram o patrimônio de uso do público ou do Estado de modo geral.
Quando alguns, por força de uma explosão de afetos e de forças utópicas má compreendidas pela nossa ortodoxia e por nossa paranóia maníaco-compulsiva de enquadrar todos os fluxos de violência do estado de coisas em embalagens pré-prontas e idealistas – isto é, carentes de um conteúdo efetivo, ou seja, de uma compreensão material e propriamente conceitual do objeto -, investem-se esbaforidamente contra as coisas públicas, trata-se de um escândalo digno de invocação das maiores reprovações e escandalizações do senso comum, sempre bem intencionado (das quais, nos lembra o velho ditado, o inferno está cheio).
Mas depredar o patrimônio público a fim de se enriquecer às custas da instalação progressiva de uma barbárie social a partir das invectivas auto-legitimantes de um corpo particularizado que se nomeou Estado – cuja estrutura jurídico-política padrão, há tempos profana Agamben, é de exceção -, e que é na verdade a máscara de uma máquina imperial oligocrata… Ah! isto não merece dos cidadãos uma só contra-reação contundente.

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