NOTA #2 (06/05/17) PR

“Reduzida a um sindicalismo forte, pagando o preço desse sindicalismo: respeito à propriedade, respeito à liberdade individual de trabalho, respeito à regulação, e a classe operária? Sem voz ou, quando toma a palavra, acusada de anacronismo – ao lado de Lenin ou Marx, o que não é tão mal -, acusada de espontaneísmo – ao lado de Mão -, ‘presa’, capturada nas categorias jurídicas, esmagada pela ideologia, pela tecnicidade, pelo economicismo, ela é obrigada a negociar, a exprimir-se na linguagem do ‘comedimento’, da ordem e do direito. Em suma, exige-se dela a mais bela das qualidade burguesas: a passividade.” (Bernard Edelman. A legalização da classe operária, p. 141).

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