NOTA #1 (29/04/17) PR

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…” – Sun Tzu

Apenas utilizando a passagem de Sun Tzu para efeitos de comparação, não pretendendo fazer uso estrito dos conceitos por ele propostos (inimigo), busca-se demonstrar a necessidade do conhecimento do outro. Sair da bolha, entender como o outro é formado, seus porquês, suas motivações, pode ser uma opção para o discurso da hipótese comunista. Ao abrir-se para o contrário talvez seja possível compreender como esse chegou a tal ponto. Talvez existam muitos pontos conexos e em comum, mas que acabam restando dispersos pela raiva e insatisfação. Quando o totalitarismo e o autoritarismo se destacam no discurso de uma população como resposta para a saída de uma crise, deve-se estar atento não só no combate frente a frente, com antagonismos guerreados e discursos totalizantes. Talvez a doença seja uma só e alguns, por não conseguirem enxergar esperança, adotam um espectro daquilo que desejam. Não bastarão 100 ditaduras enquanto não se procurar entender as bases e a formação da adoção do discurso de ódio. Talvez essa seja apenas a repreensão de uma plena insatisfação e da já cansada busca por um ideal que parece a cada dia mais distante.

“Infeliz a nação que precisa de heróis” – Bertolt Brecht

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