Nota #1 [13/08/2016] (MT)

Nossa célula (beta) está atualmente em uma interessante consonância. Estamos lendo o capítulo “Prognose” de “Problemas no Paraíso” de Slavoj Zizek e nos preparando logística e cientificamente para participar de um evento sobre o futuro e a hipótese comunista. Em nossa última leitura, eu noto a importância que o autor dá à segunda parte das revolução (o dia seguinte) como a verdadeiramente revolucionária. É a mudança permanente do cotidiano que instaura, de fato, a realização da hipótese comunista e nunca a euforia das “ruas” e das “lutas”. Ele retoma de diferentes ângulos esta premissa. Eu entendo que isso também se aplica aos tempos de constantes mudanças atuais. Vivemos uma euforia de transformações mas que nunca alcançam o momento de um “dia seguinte” que permitiria elaborar positivamente os acontecimentos. Estamos presos nas movimento frenético de um presente eterno sem dia seguinte, em um estresse “intra-traumático” incessante. Importa retomar essa concepção do autor de segunda revolução para pensar nossos dias.

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