NOTA #3 [11/07/2017] (RJ I)

Camaradas da Célula RJ – I,

Informo-lhes que as propostas dos trabalhos para a mesa-redonda do evento MARX E O MARXISMO 2017 do NIEP-UFF já foram postadas para a organização. O evento ocorrerá na última ou penúltima semana de agosto. O endereço do evento está aqui: http://www.niepmarx.blog.br/MM2017/marxmarxismo2017.htm .

Peço apenas que repassem essa informação na reunião.

Cordialmente,

097

NOTA #9 [04/07/2017] (RJ I)

por Carlos Inácio Prates – quarta, 28 Jun 2017, 19:53

Oi professor, boa noite! A questão é a seguinte: se tomar a ideologia ao pé da letra, na sua superfície, costuma desestabilizar seu funcionamento, e que a superfície inconsistente das aparências, é uma ponte para a universalidade, pode-se dizer que quando o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) adota como lema em seus estatutos a inscrição  “Liberdade, a Justiça e Paz”, eles estão operando na mesma posição “contraideológica” dos escravos de São Domingos no Haiti ao utilizarem dos ideais franceses para fazer sua revolta? Tipo assim, através da identificação a letra da ideologia e não ao seu conteúdo oculto, estariam se servindo dessas ideias para fazer seu próprio processo de independência? Portanto, ao fazer esse trabalho de esvaziar o conteúdo perdido da ideologia como se fosse algo pontual, essas facções criminosas seriam revolucionárias, na perspectiva Zizekiana, já que desse modo apontam para as contradições que o material ideológico foi criado para eclipsar? Por conseguinte, a adoção desse lema pelas facções é um esforço de preservar essa transformação, que Zizek ressalta?

NOTA #11 [27/06/2017] (RJ I)

por Clayton Alexandre Zocarato – terça, 4 Jul 2017, 22:15

Prezados Boa Noite!

Primeiramente peço desculpas pela minha demora em participar desse debate.

Vamos lá.

Me chamou muita atenção acerca do papel ideológico e não-ideológico ao qual Zizek se coloca frente a questões contemporâneas sobre atonomização, penso que dentro de um pleito de Habermas, isso não pode conter um caminho para a proliferação da subjetividade?

Dentro de conceitos ligados aos aforismos de Confúcio por exemplo não vejo porque em não pensar no termo da “individuação”, como uma arma para combater o surgimento de amarguras neuróticas, valorizando um “eu” ipseidades de estar submetido “ao efêmero do modismo”  segundo as palavras de Gilles Lipovéstski.

Não seria o fator da ideologia se impregnar de um “todos” e se desviar de trabalhar o subjetivo como um caminho para destruir  a melancolia da “coletivização” da criticidade cada vez submetida ao “Grande Irmão” de um Leviatã que não deixa espaços para ações até materialistas, que não venham como disse no debate anterior a proclamar o “Fim da História”?

E quando falamos em materialismo? Isso está mais o campo da “práxis ou se trata exclusivamente  de um conceito discursivo”?

Dominique Maingueneau orbita a questão das palavras, sem um claro sentido “usual de significado e significante”, que venha a reproduzir anacronismos de construções sociobiológicas, a uma propaganda contrária, em colocar citando como exemplo a “luta de classes”, que não se detenha alterar não só as bases estruturais das pessoas, e sim sua maneira de agir perante o mundo.

Usando ainda dos princípios lacanianos contidos na vídeo-aula, “sera que a ideologia e o materialismo não foi tão repetido que se acabou por perder sua essência”, e e se tornou um cabido de figuras de linguagens para  hegemonia abastada, e assim foi se perdendo seu sentido de criticidade?

O que pensa a respeito?

Abraços

NOTA #11 [20/06/2017] (RJ I)

por Óscar Mosquera – quinta, 6 Jul 2017, 15:33

Bom dia colegas!

Para a equipe do curso gostaria de dizer que o terceiro vídeo ficou bem legal no conteúdo e os “hiperlinks”, gostei muito dessa explicação que ajuda a entender onde está localizado no nosso autor, teoricamente falando, em relação ao Marx. Gostei da ampliação em relação ao psicoanálises, pois em relação ao vídeo anterior ficou a imagem de um Zizek mais vinculado ao Freud que a Lacan, quando, segundo eu entendo, o Zizek é mais afim às ideias do psicoanálises lacaniano.

Adicionalmente, gostei da colocação da Caroline em relação à autonomização, digamos, um importante insight na tentativa de Zizek de pensar não só as condições de possibilidade de uma outra sociedade, mas a existência de um novo tipo de sujeito transformador e atuante dessa sociedade, toda vez que no século XXI assistimos à vitoria ideológica do capitalismo.

No meu ver, essa é a potencia do Zizek. Digamos um pensador para nos pensar e pensar coletivamente nesta época do fim das utopias. De ai a importância de expressões que vinculam a fantasia e a ideologia (explicadas no vídeo da semana 2 se não me engano), o deserto do real, Tempos interessantes e, retomando o tema do cinismo moderno, eles sabem o que fazem e continuar a fazer. 

Deixo aqui uma inquietação que se vincula com os temas que pesquiso: Será o ambientalismo de Zizek um ambientalismo que exacerba o consumismo como fórmula sensual e não moral para chegar de forma mais rápida ao colapso do capitalismo? Segundo a teoria do colapso social apresentada pelo 031 no vídeo.

Obrigado 097 pelo link do livro e sua indicação como leitura! Abraços.

NOTA #10 [20/06/2017] (RJ I)

Apresentação do CEII

Achei que essa apresentação do CEII para o MCP ficou bem simples e boa:

“O CEII é um coletivo que visa ajudar outras organizações a se estruturarem e lidarem com as dificuldades da vida coletiva, pois acreditamos ser muito importante a gente saber se organizar para que um governo popular seja possível. Para isso, nós estudamos diferentes formas de organização e suas diferentes dimensões – ideológica, política, econômica e mesmo psíquica – e aplicamos nossa pesquisa em nosso próprio coletivo, para ver o que realmente funciona, antes de oferecermos ajuda para os outros. A partir desse trabalho surgem muitas ideias e oportunidades, que nós então colocamos em prática, através de projetos paralelos: cursos, revistas, parcerias com sindicatos, partidos e movimentos sociais, entre outras coisas.

O CEII é um coletivo aberto para qualquer um, de qualquer vertente ideológica, mas nós cobramos que as pessoas que quiserem participar se comprometam com nosso estilo de trabalho, que mistura disciplina de estudo e disciplina de organização, bem como o cuidado com a igualdade, tanto no âmbito intelectual quanto no âmbito econômico. O CEII conta hoje com quase 60 pessoas e existe em várias cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Jacarezinho (no Paraná), Porto Alegre, Florianópolis e Cuiabá – mas temos membros até mesmo fora do Brasil.”

NOTA #10 [27/06/2017] (RJ I)

CEII RJ e serviços
 
Achei muito legal na reunião passada ver que temos alguns projetos todos girando em torno das mesmas ideias: oferecer um tipo de apoio – seja através de projetos de educação financeira, seja tutoria para alunos universitários, etc – que considere sempre o lado material e o lado psíquico. Acho que a gente devia formalizar num documento logo as propostas que surgiram: serviço de formatação e tradução de textos acadêmicos, serviço de tutoria para alunos de graduação, aluguel da sala para aulas particulares. 

NOTA #2 [11/07/2017] (RJ I)

Luto dá trabalho

 
No Freud o luto aparece como um trabalho e não como uma posição ética – ou seja, não é uma questão de “escolhermos” nos desligar dos sonhos do passado, mas de trabalhar pra isso, efetivamente revisitando nossas vidas, avaliando o quanto dependemos desses sonhos e elaborando essas conexões. Acho que muitas vezes achamos que “fazer luto do PT” é uma questão política, tipo, mudar de ideia – mas acho que o Freud diria que não é nada disso: é uma questão de repensar o papel do PT, explícito e implícito, diretamente para nós e indiretamente, a partir do que achamos dos outros, para tentar refazer essas “conexões” afetivas.

NOTA #1 [11/07/2017] (RJ I)

Gostaria de parabenizar a todos os envolvidos pela excelente iniciativa e pelo transcorrer das discussões no curso EAD sobre Zizek. Aprendi muito! Obrigado. Penso que a experiência foi bem sucedida em inúmeros aspectos e acho que o modelo pode e deve ser reproduzido em outras ocasiões e para outros temas.

Por último, deixo uma pergunta que, dado o avançar do prazo e as restrições do fórum, provavelmente não será respondida por lá, mas que talvez os camaradas me ajudem a responder:

Vimos que Zizek traz elementos para pensarmos em outra chave a ideologia e a autonomização das formas sociais capitalistas. Tais aspectos, junto de outras dimensões levantadas ao longo do curso, oferecem questões importantes ao marxismo, de um lado, e à leitura do capitalismo contemporâneo de outro. No que se refere ao materialismo dialético, para além do tema de uma filosofia da natureza, brevemente discutido na última aula, quais seriam outras e não mencionadas fronteiras e desafios zizekianos (caso os haja) postos contemporaneamente à renovação marxismo como teoria social?

No mais, gostaria de recolocar uma questão apresentada anteriormente, que penso importante para nossa reflexão coletiva (e que, pela resposta anterior, não ficou devidamente esclarecida para mim):
Como pensar, a partir do conceito zizekiano de ideologia, a busca da (crítica marxista da) Economia Política por compreender os fenômenos e processos materiais que fazem do capitalismo aquilo que ele “é” (bem como seus desdobramentos concretos) em cada conjuntura específica? Como compreender e caracterizar nesta chave (e desde um ponto de vista epistemológico) essa operação de conhecimento? E assim o sendo, qual o estatuto analítico (ou mesmo operacional) que assumiriam, nesta operação, os conceitos de capital, dinheiro, mais-valia, relações de produção, etc.? De que modo a construção zizekiana sobre a ideologia nos ajudaria a reinstaurar esse problema (de conhecimento) em outras bases?