Nota #1 [13/08/2016] (MT)

Nossa célula (beta) está atualmente em uma interessante consonância. Estamos lendo o capítulo “Prognose” de “Problemas no Paraíso” de Slavoj Zizek e nos preparando logística e cientificamente para participar de um evento sobre o futuro e a hipótese comunista. Em nossa última leitura, eu noto a importância que o autor dá à segunda parte das revolução (o dia seguinte) como a verdadeiramente revolucionária. É a mudança permanente do cotidiano que instaura, de fato, a realização da hipótese comunista e nunca a euforia das “ruas” e das “lutas”. Ele retoma de diferentes ângulos esta premissa. Eu entendo que isso também se aplica aos tempos de constantes mudanças atuais. Vivemos uma euforia de transformações mas que nunca alcançam o momento de um “dia seguinte” que permitiria elaborar positivamente os acontecimentos. Estamos presos nas movimento frenético de um presente eterno sem dia seguinte, em um estresse “intra-traumático” incessante. Importa retomar essa concepção do autor de segunda revolução para pensar nossos dias.

Nota #2 [06/08/2016] (MT)

Tínhamos um imenso elefante em nosso “coletivo” de cristais.  Enfrentar as questões de gênero sem recair nos axiomas prontos das identidades de gênero inscritas nos discursos pós-modernos é uma tarefa árdua. Como estimular a inserção, permanência e participação qualitativa feminina em nosso coletivo, sem realizar a protocolar cessão de espaço via “cotas” que não tem manifestado resultado e parecer reforçar ainda mais o papel de coadjuvante destinado às mulheres no politico?

Nota #1 [06/08/2016] (MT)

Para conseguimos discutir com mais profundidade a questão apresentada no formulário de desistência de uma companheira que deixa o Círculo.

FORMULÁRIO DE DESISTÊNCIA

O que fez com que você não levasse sua
questão para o CEII antes que essa se transformasse no motivo de sua saída?
Primeiramente, gostaria de agradecer pela oportunidade de ter feito parte deste coletivo.
O CEII me ensinou a pensar e rever política, digamos que de uma maneira mais coerente com o que realmente
acontece. Não só aprendi política, mas também tive acesso a filósofos, pensadores e pensamentos que eu nunca
tinha visto na vida. Agradeço a paciência de alguns camaradas e a oportunidade de conhecer pessoas diferentes
da minha zona de conforto.
Minha experiência no CEII foi muito gratificante e experimental para minha vida.
É com uma dorzinha no coração e uma tristezinha que me despeço deste coletivo neste momento.
Minha saída, tem haver com o meu desinteresse que de um tempo para cá se tornou crescente. Após inúmeras
tentativas de conseguir ter alguma voz dentro do CEII, eu simplesmente comecei a perder o interesse.
Sim, tenho muita dificuldade e inibição principalmente por não ser da área acadêmica, uma coisa que inúmeras
vezes tentei expor (esse incômodo) através das notas de trabalho e nunca em momento algum ser ouvida ou ver
algum tipo de mudança do próprio coletivo.
Gostaria de deixar aqui registrado para que o CEII como coletivo, revisse este tipo de situação que acontece e
não somente comigo.
Muitas das vezes me senti dentro do coletivo como a namorada do camarada mas não a camarada do coletivo.
Que sim, chegou cheia de interesses e sim com muita dificuldade de entender esse tipo de vocabulário. Mais uma
vez, muito obrigada pela oportunidade e quem sabe eu possa voltar, como comecei, cheia de interesses,
conseguir expor minhas opiniões e ser ouvida.

Nota #1 [19/09/2015] (MT)

1. Durante as discussões internas do Círculo sobre o livro a ser objeto de nosso estudo, um integrante da regional norte alegou que o livro que estamos lendo está por demais restrito ao momento histórico do ataque às torres gêmeas do WTC (11/09/01). Lidas e discutidas as duas introduções e parte do primeiro capítulo, será que é possível um posicionamento a respeito da pertinência deste livro para reflexões filosóficas e políticas sobre nosso tempo?  Aliás, em que medida passados quase 15 anos ainda estamos no deserto do real, sobre o qual falava Žižek?