Nota #5 [14/04/2015] (RJ)

Noticias da reunião global do CEII.

Propostas para mudar nome da nota de trabalho do CEII, e de alterar a relação do CEII com o partido, e de fixar os modos de arrecadação e financiamento das células para nao se haver com isso em momentos de crise, e de repensar o formulário e o modo de debate da inscrição. Proposta de criação de algum instrumento ligado a oralidade em substituição a nota escrita.

Acesso a internet a quem entra no CEII.

Dificuldades e expectavas no engajamento da Conferência. Criação de um subconjunto para coordenar os vários subconjuntos ?

A questão da verba e das saúde e presença dos conferencistas.

 

Pergunta: A criação de um subconjunto para coordenar os vários subconjuntos daria mais sinergia aos trabalhos de organização da conferencia?

Nota #7 [07/04/2015] (RJ)

Comentários sobre programa Slack, como instrumento de mediação, e atas das reuniões.

Alguns locais para a realização do evento: Odeon, 580 lugares, Cine Paris.

Critérios: tamanho e acessibilidade.

Levantamentos de serviços que serão necessários, limpeza, tradução.

Realizar um documento para o Badiou.

A funçao do porta voz é fazer as reuniões acontecerem e fazer uma comunicação delas.

Contato com o Dunker e sua assinatura em qualquer documento para obtenção de financiamento e apresentação dos textos para a Boitempo.

Safatle, Paulo Arantes, Maria Rita Kehl no debate no lançamento do livro do Dunker.

 

Aconteceram reuniões do nucleo do centro.

Foco na moradia de quem mora no centro e de quem esta sem moradia. Foco na articulação dos movimentos que existem e articulação das demandas de quem mora na rua e de quem mora no centro.

Uso da sede do PSOL  para abrigo momentâneo de moradores de rua.

Criação de laço com moradores de rua da travessa do Mosqueira.

Criação da cultura de mobilização das pessoas do centro para trabalho militante administrativo e logístico.

 

A maneira como a pessoa se posiciona diante do projeto do CEII.

A leitura do projeto que nao tem papel de subjetivação e o preenchimento do formulário, mais o que vem dai, ou a leitura do projeto é essencial para o preenchimento do formulário?

O formulário como mecanismo de disciplina do CEII privilegia forma sem engajamento consciente que demandasse que a pessoa pense algo especifico, mas demonstrasse uma subjetivação pelo modo de fazer.

O formulário como primeiro momento de subjetivação. Formulário autorreferente e vazio.

Como se portar diante de uma regra vazia, sabendo que um coletivo ira prestar atenção no que se escreve? Aonde se começa a se perguntar “o que vc quer de mim?…ponto que começa a subjetivação…

 

Pergunta: Como se portar diante de uma regra vazia, sabendo que um coletivo ira prestar atenção no que se faz?

NOTA #5 [05/02/2015] (SP)

Realizar o evento da Ideia do Comunismo será uma tarefa e tanto para todo o CEII. Especialmente no que tocante à célula de São Paulo, além dos desafios que as próprias tarefas trarão, também temos que lidar com um coletivo que ainda está em forção, lações de militância e trabalho que estão se iniciando. O evento, certamente, porá a prova toda nossa estrutura institucional, bem como nosso engajamento para com o projeto.

Nota #7 [21/04/2015] (RJ)

307. Do sujeito revolucionário. Em capacidade de síntese e apresentação clara dos temas (conquanto mais programática do que plenamente desenvolvida, pelo fato de ser uma conferência), o texto “Como começar do começo… de novo” me parece uma das melhores contribuições (de Zizek, mas não só) para pensar a hipótese comunista. Destaco aqui apenas dois elementos do texto, ambos relacionados à questão da composição do sujeito revolucionário.

Em linhas gerais, o texto trata de duas maneiras ou pensa duas dimensões do sujeito revolucionário. A primeira questão a ser levantada e, até onde posso ver, não tratada (claramente) no texto é precisamente a da articulação. Vamos às duas dimensões:

1) em certo sentido, esse sujeito revolucionário somos (potencialmente) todos nós. Somos esse sujeito na medida em que progressivamente “excluídos” (alienados?) de ou ameaçados em elementos constitutivos do nosso ser. Esses elementos são apresentados (mais ou menos) a partir da distinção clássica entre natureza e cultura. A primeira é subdividida em dois aspectos (igualmente clássicos) o subjetivo e o objetivo. Assim, a questão ambiental ameaça nossa “natureza (ou existência) externa (objetiva)”, a manipulação genética nossa “natureza (ou existência?) interna (subjetiva?)” e a questão da propriedade intelectual “nossa cultura”. Nesse sentido, seríamos todxs proletárixs. Junto a esses três elementos há mais um: a partição “real” entre Incluídos e Excluídos, em que estes últimos, como parte de parte alguma, excluídos “efetivos” do capitalismo, encarnam a nossa potencial e tripla exclusão universal. Daí não serem quatro aqui os elementos, mas três mais um: é do atravessamnento dos três primeiros pelo último que estes ganham seu cunho revolucionário, anticapitalista — comunista. É esse real transpassamento que permite que o nós somos proletárixs não tenha a falta de gume de um “Je suis Charlie”.

2) a “classe trabalhadora” seria hj tripartida: trabalhadores intelectuais, operários clássicos e excluídos. Articular a classe trabalhadora — e, assim, supondo que este sintagma ainda nomeia o sujeito revolucionário — seria hj articular esses três elementos.

Note-se que o que há em comum entre 1) e 2) são os excluídos. Talvez seja por aí que se deva pensar a articulação entre as duas dimensões do sujeito revolucionário (supondo ainda que possamos dar essa formulação…). Talvez seja instrutivo também para pensar esse problema outros dois elementos da nossa conjuntura, que me limito a mencionar:

i) a fetichização dos excluídos e da classe trabalhadora por parte da (intelectualidade, dos trabalhadores intelectuais) esquerda e a capitulação auto-identitária frente ao primeiro desmentido diante dessa imagem, dessa fantasia. O “somos todos Amarildo (ou Claudia)” e o caso Daciolo são duas faces dessa questão.

ii) a discussão sobre as organizações políticas em que nossos militantes estão inseridos fora do CEII, ao menos se essas apresentações se colocarem explicitamente a questão da articulação dos elementos do sujeito revolucionário mencionadas mais acima.

Nota #6 [21/04/2015] (RJ)

Sobre o que está em jogo na proposta de autores como Agamben, Rancière e, mais desinibidamente, na minha opinião, Badiou e Zizek, quando se referem ao socialismo real como um fracasso é mais do que apelar à força ética do ideal que caracterizou o sonho de uma sociedade sem classes. Se o essencial daquela tentativa fosse seu alto padrão ético, apesar do “desastre humanitário” que gerou, deveríamos aceitar que ele está condicionado à reprodução das misérias que motivam e justificam a manutenção de seus princípios. Nesse sentido, haveria certa cumplicidade entre um “socialismo ético” e o “capitalismo selvagem”.

NOTA #5 [21/04/2015] (RJ)

Na ultima reunião continuamos a tradução do texto do Zizek.

Houve um problema técnico para quem assistiu a distancia – sera que ano e hora de migrarmos para uma plataforma de streaming mais eficiente? Sugiro o Youtube, que da pra fazer uma espécie de hangout – os participantes a distancia participariam simultaneamente da reunião (como no Skype, ou no próprio hangout do Google).

NOTA #5 [21/04/2015] (RJ)

O que deve significar “começar de novo”? O esforço de autores como Zizek em nomear o socialismo real como um fracasso me parece ser compartilhado pela esquerda em geral. Ao menos em certo sentido, nesse ponto, não me parece haver qualquer resistência na proposta de zizekiana.

NOTA #4 [21/04/2015] (RJ)

Referente ao texto “Como começar do começo…de novo” – Gostaria de levantar uma dúvida sobre o início do texto. Qual seria a diferença entre tratar a hipótese comunista kantianamente, “concebendo o comunismo como uma ‘ideia regulativa’, através da qual ressuscitaríamos o espectro do “socialismo ético”, cuja norma-axioma a priori é a igualdade” e a proximidade com a visão deconstrutivista de sonho de presença? (página 211, segundo parágrafo)

NOTA #6 [07/04/2015] (RJ)

Neste encontro, o camarada Carlos e os demais camaradas apresentaram um breve balan;o sobre o curso de verão do PSOL.

Ministrado na sede do PSOL, o tom de nosso balan;o foi de frustração. Ao que parece no come;o das aulas o publico ja era menor.

No entanto com o passar do tempo, houve um esvaziamento dos interessados ao ponto em que, segundo os camaradas envolvidos no projeto,

um camarada ficou concluindo o curso para outro camarada do CEII. O que foi frustrante. O que faz despertar a pergunta. O que fez com  que o publico tenha se desinteressado pelo curso? Acho essa uma oportunidade para discutir um planejamento estrat[egico para o pr[ocimo curso.